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Montepio obrigado a mudar de nome por exigência do Banco de Portugal

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A instituição liderada por Carlos Costa exige a separação entre a Caixa Económica e a Associação mutualista, incluindo na marca

Novo nome, novas contas. Félix Morgado, presidente da Caixa Económica Montepio Geral, assume, em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta quarta-feira, que a instituição vai ter de mudar de marca por exigência do Banco de Portugal.

A instituição liderada por Carlos Costa exige a separação entre a Caixa Económica e a Associação Mutualista, incluindo na marca, devido aos riscos de exposição financeira. Félix Morgado não se compromete, mas diz que “parece mais provável que a adaptação seja feita ao nível da caixa económica”.

“É um tema que tem de ser estudado porque a marca Montepio tem grande valor de mercado. É, por outro lado, um dos grandes ativos que permite identificar os clientes com a associação mutualista, casa-mãe, e com a caixa económica”, explica.

Estas mudanças, segundo o banqueiro, serão programadas ainda para este semestre. Ou seja, a Caixa Económica vai mudar de nome até junho. “Vai haver um calendário dos trabalhos. Não quer dizer que aconteça. Porque a marca tem grande valor, é um ativo muito importante”, defende.

Questionado sobre a dependência da Caixa Económica face à Associação Mutualista, Félix Morgado nega que houvesse riscos. “A associação é a casa-mãe e tem todo o capital da Caixa Económica. A Associação Mutualista não toma títulos de dívida da Caixa Económica. Aliás, a Caixa Económica tem vindo é a amortizar esses títulos. Nem a Associação Mutualista, neste momento, compra ativos à Caixa Económica. É uma relação correta entre o detentor do capital, que deve definir as orientações estratégicas, e a relação institucional e de governo que tem de acontecer”, diz.

O banqueiro faz questão de notar ainda que acredita que, se tudo correr mal, a “Associação tem património mais do que suficiente para acorrer, se houver necessidades pontuais de capital” da instituição.