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Novo Banco impõe quotas nas avaliações de trabalhadores

Nuno Botelho

A imposição de um mínimo de 80% de notas más ou regulares na avaliação dos trabalhadores visa evitar “a tentação de não sermos rigorosos” por “receio de desmotivar os colaboradores”, explica o presidente António Ramalho

A administração do Novo Banco decidiu retomar as avaliações aos colaboradores suspensas desde 2015, mas com novas regras. Para acabar com as “boas notas” para todos, o novo modelo de avaliação prevê limites máximos nas avaliações positivas. Pelo menos 80% de cada equipa deve ser avaliada entre o “inaceitável” e o “regular”, conta o “Diário de Notícias” esta terça-feira.

Segundo comunicações internas do Novo Banco, a que o matutino teve acesso, o presidente do banco António Ramalho revelou às chefias que foi decidido impor quotas máximas para as boas avaliações já a partir deste ano, exigindo que não mais de 15 a 20% dos colaboradores sejam classificados com “muito bom” ou “excelente”.

A imposição de um mínimo de 80% de notas más ou regulares visa evitar “a tentação de não sermos rigorosos” por “receio de desmotivar os colaboradores”, defende António Ramalho.

O banco irá impor a mesma métrica a todos os departamentos onde, para superar o que diz serem notas "artificialmente" altas, impõe limites ao total de notas altas.

A gestão de António Ramalho deu até fevereiro para as avaliações estarem feitas.