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KPMG aponta buraco de €107 milhões na dona do Montepio

Luis Barra

Uma auditoria da KPMG para as contas consolidadas de 2015 aponta que a associação Montepio Geral enfrenta um quadro crítico, de falência técnica, com necessidades de uma injeção de fundos

O grupo Montepio Geral Associação Mutualista (AMMG), dono do banco Caixa Económica, fechou as contas de 2015 com capitais negativos superiores a 107 milhões de euros, revela o “Público” esta terça-feira.

Na certificação das contas consolidadas do grupo Montepio Geral relativas a 2015, a que o matutino teve acesso, a auditora KPMG chama a atenção para o facto da instituição apresentar a 31 de dezembro de 2015 “um capital próprio negativo atribuível aos associados no montante de 107.529 milhares de euros [o passivo é superior ao ativo]”, incluindo um resultado negativo imputado aos mutualistas de 251.445 milhares de euros.

A KPMG aponta ainda que a associação Montepio Geral enfrenta um quadro crítico, de falência técnica, com necessidades de uma injeção de fundos. Mais: sugere a apresentação de um plano que restabeleça a situação de capital do grupo e garanta a continuidade da actividade das suas participadas, apontando duas vias possíveis – recorrer a capital por via externa ou através da venda de activos que possui em carteira.

Segundo o “Público”, esta auditoria foi distribuída na semana passada pelos 23 membros do Conselho Geral da AMMG, para que fosse debatida numa reunião que vai realizar-se esta tarde.

Este cenário deixa o banco Caixa Económica numa situação delicada. Como o Expresso noticiou no fim de semana, a instituição apresenta necessidades de recapitalização, de acordo com um relatório do Banco de Portugal muito crítico da liderança e gestão da instituição.