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Imã da mesquita do Porto usou papéis de rede ilegal para viver em Portugal

O cidadão de nacionalidade marroquina obteve extratos de remunerações falsificados de uma empresa portuguesa. Com esta documentação, o imã terá pedido ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras uma autorização de residência permanente

Abelkader Mustaphi, atual imã da mesquita do Porto, foi condenado por um crime de falsificação de documentos, numa rede de auxílio à imigração ilegal desmantelada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, avança esta quarta-feira o “Jornal de Notícias”.

Segundo o acórdão a que o matutino teve acesso, datado de 24 de fevereiro, o cidadão de nacionalidade marroquina obteve extratos de remunerações falsificados da empresa Grande Caminhada, Lda, então gerida por Bruno Serafim, de 35 anos, considerado o principal arguido no processo. Com esta documentação, o imã terá pedido ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras uma autorização de residência permanente – que terá sido concedida.

O acórdão conta ainda que Mustaphi goza de boa reputação dentro da comunidade religiosa do Porto, ajuda pessoas carenciadas, e emigrou para Portugal em 2001, aos 22 anos, com ambições de melhorar a sua situação de vida.

Pelo crime de falsificação de documentos, o imã foi condenado a pagar 1560 euros. Os outros 12 arguidos do processo também foram condenados a multas monetárias. Só Bruno Serafim, o responsável por forjar os papéis, foi condenado a tempo de prisão.