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Progressões na função pública poderão deixar de ser automáticas

Nuno Fox

O fim das progressões automáticas deverá fazer parte da reestruturação de carreiras que o Governo está a preparar, revela fonte governamental

O Governo já está a preparar novos critérios para a promoção na carreira dos funcionários públicos e a prioridade é limitar custos. Segundo o “Público” esta segunda-feira, o fim das progressões automáticas, deverá fazer parte da reestruturação de carreiras que o Governo está a preparar. Esta informação foi veiculada por uma fonte governamental.

De acordo com o matutino, o executivo de António Costa quer que as carreiras da função pública passem a obedecer a critérios que passam por uma limitação às progressões na carreira. “É preciso mais gestão de recursos humanos, com uma nova lógica, através de prémios e promoções e não apenas uma lógica de progressões automáticas", explicou a mesma fonte.

O objectivo do Governo de reestruturar as carreiras “vai ser difícil, pois a pressão é grande devido ao facto de as carreiras estarem congeladas há tanto tempo”, assumiu.

Para o Governo esta linha de reestruturação é clara: a promoção e progressão na carreira pressupõe mais despesa – mesmo estando as progressões congeladas desde 2009. Ao mesmo tempo, a necessidade de controlar a despesa do Estado não vai desaparecer tão cedo – o que é um problema para as finanças do país.

Outra das vertentes da reforma do Estado que o Governo está a pôr em curso é a integração dos trabalhadores precários nos quadros da Administração Pública.