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Progressões na Função Pública. Sindicato pede audiência urgente a Centeno

Desde 2005 que as carreiras na Função Pública estão congeladas e já foi em 2009, ainda José Sócrates era primeiro-ministro, que se deu o último aumento destes trabalhadores. Há cerca de dois meses, a Frente Comum foi informada de que o Governo pretendia discutir no futuro as progressões carreiras, mas desde então não houve mais nenhuma comunicação por parte do Executivo

Os sindicatos que representam os trabalhadores da Função Pública foram apanhados de surpresa esta segunda-feira pela notícia avançada pelo “Público”: fonte governamental revelou que o fim das progressões automáticas deverá fazer parte da reestruturação de carreiras que o Governo está a preparar. Os sindicatos contactados pelo Expresso manifestaram alguma incredulidade para com esta notícia, devido a ser incongruente com as promessas do Governo para 2017.

Ainda esta tarde o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública (SINTAP) irá pedir ao ministério das Finanças uma audiência urgente, revelou José Abraão, líder do sindicato desde 2013, para confrontar Mário Centeno com as informações avançadas pelo matutino.

O descongelamento das carreiras e as progressões fazem parte das “expectativas naturais” criadas pelo executivo de António Costa, aponta.

Há cerca de dois meses a Frente Comum – que representa mais de 300 mil trabalhadores do Estado – foi informada de que o Governo pretendia discutir no futuro as progressões carreiras, diz ao Expresso Ana Avoila, representante da Frente Comum, mas desde então não houve mais nenhuma comunicação por parte do Governo. A medida agora noticiada pelo “não estava no programa do Governo para 2017”, lembra.

A representante da Frente Comum fez questão também de frisar que as progressões na carreira não são “totalmente” automáticas e que existem passos de avaliação – ou seja, não será só uma questão de anos na casa para o trabalhador ver o seu salário aumentado ou subir de posição.

Desde 2005 que as carreiras estão congeladas e já foi em 2009, ainda José Sócrates era primeiro-ministro, que se deu o último aumento destes trabalhadores. “Esperamos que não seja verdade. Se for, é mais um golpe no direito à carreira”, diz.