Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Governo ponderou dividir o Novo Banco entre o BCP e a Caixa

Nuno Botelho

António Domingues avisou que dividir o Novo Banco entre a Caixa e o BCP era uma via “muito difícil de executar e com custos”

Ao que tudo indica, a venda do Novo Banco é irreversível; as negociações com o fundo norte-americano Lone Star percorrem, neste momento, as etapas finais. E caso estas falhem, a Aethel Partners também já se chegou à frente com uma nova proposta. Porém, em junho do ano passado o Governo chegou a ponderar dividir o Novo Banco entre a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco Comercial Português (BCP), avança o “Público” esta sexta-feira. A difícil execução e os elevados custos sociais, levou a que esta solução fosse afastada.

No final do primeiro semestre de 2016, o Governo tinha outros dois problemas em mãos: a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (com 5.200 milhões de euros) e o prazo para o BCP liquidar a última fatia, de 750 milhões, do financiamento público, estava também a aproximar-se.

Fonte disse ao matutino que António Domingues foi mesmo sondado para esta ideia, mas terá levantado “fortes objeções”. “Avisou logo que a solução iria fazer disparar as necessidades de capital da CGD e que era uma via muito difícil de executar e com custos”, disse a mesma fonte.

O ex-presidente da Caixa terá sublinhado que “não sabia como é que as instituições europeias iriam reagir”, tendo em conta que estava a negociar com o BCE e com Bruxelas a recapitalização da Caixa.