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Carlos César diz que era importante descer impostos, mas que ainda não é o momento

Marcos Borga

Líder parlamentar e presidente do PS deixa um aviso à direita em entrevista à Antena 1: o comportamento dos socialistas na segunda comissão de inquérito à CGD será o mesmo que na primeira – o PS continuará a considerar inconstitucional a divulgação dos SMS entre Mário Centeno e António Domingues

“Não tenho quaisquer dúvidas de que era importante, quando houvesse oportunidade, de proceder a uma despenalização, por via fiscal, dos consumidores e dos empresários”, diz Carlos César, líder parlamentar do PS, em entrevista à Antena 1 esta quinta-feira. Porém, aponta, esse momento ainda não chegou.

O reescalonamento dos escalões do IRS, que os partidos à esquerda do PS exigem, está a ser discutido mas só será possível quando a economia estiver a crescer com a mesma consistência que o défice desceu no último ano, explica.

Na mesma entrevista, César distancia-se das declarações do ministro Eduardo Cabrita ao Expresso, no sábado, em que admitia que no futuro fosse possível haver elementos do Bloco de Esquerda e do PCP num Governo de coligação com o PS. O também presidente dos socialistas refere que a opinião de Cabrita terá sido “pessoal” e não partidária. “Não creio, aliás, que a questão [de um futuro Governo de coligação] tenha atualidade”, frisa.

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Na conversa com a rádio pública, Carlos César deixa um aviso à direita: o comportamento do PS na segunda Comissão Parlamentar de Inquérito à Caixa Geral de Depósitos será o mesmo que na primeira: “Vamos manter a posição que tivemos até agora”, diz, lembrando que o partido continua a considerar inconstitucional e divulgação de SMS trocados entre o ministro das Finanças Mário Centeno e o presidente do banco António Domingues.

Quanto ao papel que Marcelo Rebelo de Sousa tem desempenhado como intermediário político nas últimas semanas, César entende que “de um ponto de vista oficial, para o PS o Presidente da República tem tido uma intervenção muito produtiva, até no reconhecimento dos sucessos que o Governo tem tido”.