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Cadeia de Caxias ligou para o 112 quando detetou a fuga

FUGA. O luso-israelita, Bitton Matos, fugiu a 19 de fevereiro do EP de Caxias. Cortou as grades da janela da cela Q21

Só às 5h da madrugada de domingo os Serviços Prisionais alertaram por email PSP, GNR, SEF e Polícia Judiciária. Mas antes já tinham ligado para o número de emergência

Se a fuga de três reclusos da prisão de Caxias no domingo foi planeada ao detalhe, os reclusos terão também beneficiado de algumas das fragilidades do funcionamento da instituição prisional. O nível de confusão e fragilidade interno era tanto no domingo de madrugada, quando foi detetada a fuga, que a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) comunicou o que se tinha passado “através de um telefonema para o 112”, conta o “Correio da Manhã” esta quarta-feira. Este contacto “informal”, como seria de esperar, não produziu quaisquer consequências.

Já eram cinco da manhã quando os Serviços Prisionais formalizaram, “por correio eletrónico, as comunicações para a PSP, GNR, SEF e Polícia Judiciária”, escreve o matutino. Contudo, como era domingo, muitos dos responsáveis que receberam a informação só viram a mesma na segunda-feira, mais de 30 horas após a evasão, lembra o “CM”.

Esta situação também terá estado na origem do episódio ocorrido no aeroporto de Barajas, em Madrid, no domingo à noite: os dois reclusos chilenos em fuga foram detidos, mas um deles acabou por ser libertado dado que a essa hora ainda não tinham chegado a Espanha os mandados de detenção europeus. Um dos fugitivos ficou detido por ter cadastro em Espanha e pela posse de um passaporte falso, mas o seu parceiro Roberto Ulloa acabou libertado e continua a monte.

Esta versão dos acontecimentos foi confirmada ao “CM” pela DGRSP, que adianta que “as comunicações aos tribunais à ordem dos quais os reclusos se encontravam em prisão preventiva foram feitas na segunda-feira pela manhã”.