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Grávida que perdeu bebé no hospital da Guarda sofreu deslocamento da placenta

Perícia médico-legal indica que bebé faleceu devido a um deslocamento de placenta. O relatório final da autópsia ainda vai demorar algumas semanas

Uma primeira análise da perícia médico-legal à bebé que morreu no ventre da mãe, depois de esperar hora e meia para ser atendida por um obstetra no hospital da Guarda, onde chegou com perdas de sangue, indica que este incidente terá sido provocado por um descolamento súbito da placenta, conta o “Jornal de Notícias” esta terça-feira.

Segundo o matutino, o relatório final da autópsia ainda vai demorar algumas semanas. Aí será possível tirar mais conclusões. Contudo, a perícia médico-legal, realizada esta segunda-feira, continua a levantar muitas questões quanto ao tempo de espera e às possibilidades de sobrevivência do bebé.

Dependendo do tipo de deslocamento da placenta, que ainda não foi identificado, o bebé teria mais ou menos tempo para sobreviver. Ou seja, neste momento está a tentar-se apurar se o tempo de espera pela chegada do obstetra que estava de serviço no hospital da Guarda terá sido decisivo para a morte do bebé ou se este já estaria sem vida à chegada ao hospital.

De acordo com um especialista contactado pelo “JN”, existem casos que o tempo para uma intervenção cirúrgica para este tipo de situações varia entre quinze minutos e duas horas.

É preciso também lembrar que a grávida terá dado entrada no hospital da Guarda às 9h30 da manhã, vinda da Covilhã. Tratava-se de uma gravidez de risco; a mulher de 39 anos terá recorrido a vários tratamentos de fertilidade para conseguir engravidar.