Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Hospitais: há quatro anos que não se gastava tanto em prestações de serviços

Até novembro do ano passado, a despesa com prestação de serviços já ia em 95 milhões e 600 mil euros, valor mais alto dos últimos quatro anos

As contas na saúde não emagreceram em 2016, tal como ambicionava o Governo. Até pelo contrário. Em novembro do ano passado, a despesa já estava em 95 milhões e 600 mil euros, valor mais alto dos últimos quatro anos, conta o “Diário de Notícias” esta sexta-feira. O número de urgências também subiu para 6,4 milhões em 2016.

Até ao final da legislatura, Adalberto Campos Fernandes tem como objetivo reduzir a contratação de profissionais através de empresas a 10%. Mas o primeiro ano à frente da tutela trouxe resultados negativos para tal misssão, nem as condições estão a favor: o SNS ainda está a sofrer os efeitos da saída de muitos médicos por reforma antecipada, para o privado e emigração; e o corte no pagamento das horas extra, em vigor desde 2012, acentuou ainda mais a tendência.

“Nos últimos anos criaram-se condições para que muitos médicos se afastassem, o que levou a um uso grande de empresas. Trabalho que seria equivalente ao de 1260 médicos. A partir do próximo ano [2017], com o número de contratações, iremos tornar o recurso às empresas absolutamente marginal”, disse o próprio ministro, em setembro.

Tendo em conta que o mês de dezembro é um dos que gera mais custos nos hospitais, as estimativas do ministério apontam que os custos com prestação de serviços venham mesmo a ultrapassar os 100 milhões de euros, quando forem conhecidos os números finais.

Adalberto Campos Fernandes vai ser ouvido na Comissão de Saúde esta sexta-feira, a pedido do PSD que quer explicações sobre um projeto-piloto nas urgências hospitalares de Braga e do Porto.