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Associação de Proprietários vende “dicas” sobre como pagar menos IMI

FOTO JOÃO CARLOS SANTOS

Serviço da Associação Lisbonense de Proprietários que terá um custo “simbólico” e deverá fazer-se sentir nas contas de 2018

A conta do IMI para os portugueses vai ser maior em 2017 do que no ano passado. Pelo menos, para alguns, tendo em conta a entrada em vigor do novo Imposto Adicional ao IMI (AIMI) - este abrange todos os cidadãos com património imobiliário (prédios de habitação e terrenos com licença de construção) de valor patrimonial tributário acima de 600 mil euros.

Mas há quem já tente diminuir esses custos. Segundo o “Público” esta sexta-feira, a Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) acabou de lançar um serviço de aconselhamento fiscal sobre o novo IMI, que pode permitir a poupança de “centenas ou milhares de euros” na liquidação do imposto a fazer este ano. Contudo, os efeitos destas “dicas” só se devem refletir nas contas de 2018, avisa.

Este serviço da ALP - que terá um custo “simbólico” - poderá ser solicitado até ao dia 15 de março, para os cálculos sobre heranças indivisas, e até final da primeira semana de maio, para as restantes situações previstas na lei.

Numa mensagem enviada aos associados por email, a estrutura associativa explica que serão feitas simulações de diversos cenários de tributação em sede de AIMI. Para além disso, avança já com algumas sugestões sobre formas de evitar ou reduzir o AIMI em 2018.

Uma das possibilidades, conta o matutino, passa pela “reabilitação do património”, tendo em conta que “o Estatuto dos Benefícios Fiscais (artigos 45.º e 71.º) concede isenções de IMI durante três ou cinco anos aos imóveis alvo de reabilitação urbanística que cumpram determinados requisitos”. Outra passa pela “venda de património ou doação”, defendendo a associação que com “o nível de taxação que foi imposto aos proprietários, pode fazer sentido reavaliar a sua carteira de activos imobiliários”.