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Presidente do Montepio constituído arguido em negócio de terrenos

Luís Barra

Carlos Martins, líder do grupo industrial Martifer, e Humberto Costa Leite, ex-presidente do Finibanco, também foram constituídos arguidos pelo Ministério Público. devido a suspeitas de insolvência dolosa e de burla qualificada em negócios com terrenos

Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, Carlos Martins, líder do grupo industrial Martifer, e Humberto Costa Leite, ex-presidente do Finibanco, bem como outros gestores e sociedades envolvidas, foram constituídos arguidos pelo Ministério Público, no final de janeiro, devido a suspeitas de insolvência dolosa e de burla qualificada em negócios com terrenos, conta o “Público” esta quinta-feira.

Segundo matutino, no centro do processo está um negócio imobiliário de venda de 30 hectares situados à entrada de Coimbra, conhecidos por Colinas de Vale Meão. Esta compra ocorreu ao mesmo tempo que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada em 2010 pelo banco Montepio - Caixa Económica Montepio Geral sobre o antigo Finibanco, à data liderado por Humberto Costa Leite, do grupo Vicaima.

Não é a primeira vez que a OPA ao Finibanco levanta suspeitas: avaliado em 241 milhões de euros, o Finibanco foi comprado por 341 milhões.

O Expresso noticiou em janeiro que a justiça portuguesa acredita que Tomás Correia pode ter recebido 1,5 milhões de euros do construtor da Amadora, José Guilherme, conhecido pela “oferta” de 14 milhões de euros a Ricardo Salgado, num negócio imobiliário relacionado com o Marconi Parque, em Alfragide.