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Carlos César: “PR teve a perceção de que esta situação, com a insistência de PSD e CDS, degradava a imagem do país”

Marcos Borga

Para o líder parlamentar do PS, o comunicado de Marcelo Rebelo de Sousa na segunda-feira foi positivo. “Julgo que o Presidente teve a percepção de que esta situação, com a insistência do PSD e do CDS, degradava a imagem institucional”, apontou

Mário Centeno “não é um orador extraordinário” e isso pode dar azo a erros de “perceção”. Ou seja, situações como a da Caixa. “Não o escolheria para o momento mais forte de um comício, mas acho que foi muito bem escolhido para ministro das Finanças”, diz Carlos César, líder parlamentar do PS, em entrevista ao “Público” e à Radio Renascença esta quinta-feira.

Toda a conversa do líder parlamentar do PS pode ser lida como um panegírico ao ministro das Finanças; há pouco espaço para críticas. “Mário Centeno é um dos vencedores da política portuguesa. Ao longo deste ano, ele fez uma maratona em que saiu vencedor e é estranho que a pergunta que se faz é se ele falou com alguém ou não no decurso dessa maratona. Ele fez a maratona e ganhou, e os resultados estão à vista: temos um défice não superior a 2,1% do PIB; um crescimento económico que também está fundamentado no crescimento do investimento; as exportações a subir; o emprego a aumentar; tivemos menos 250 desempregados por dia no ano de 2016... Isso não caiu do céu, foi resultado da política económica do Governo”, apontou, logo no início da conversa.

Carlos César conta também que nunca teve dúvidas de que os gestores da Caixa estariam obrigados à apresentação da sua declaração de rendimentos perante o Tribunal Constitucional. “Não sei se o Governo teve sempre essa perceção de forma rigorosa mas, pelas declarações que tenho ouvido, não transmitiu, pelo menos intencionalmente, uma ideia contrária”, explica.

Para o socialista, o comunicado de Marcelo Rebelo de Sousa na segunda-feira foi positivo, contrariando leituras mais fatalistas para Mário Centeno. “Julgo que o Presidente teve a perceção de que esta situação, com a insistência do PSD e do CDS, degradava a imagem institucional do país e entendeu que a mensagem que acabou por tornar pública colocaria um ponto final nessa matéria”, diz.

A única razão para esta discussão se manter, aponta, é culpa é da direita. “Isto dura porque o PSD e o CDS não têm mais para dizer (...). Têm de existir casos, têm de existir lateralidades, porque, no essencial, o PSD e o CDS são derrotados na mesma proporção dos sucessos do país”, justificou.