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Braçadeira nazi em praxe na Universidade do Minho causa polémica

A Universidade do Minho faz parte das três instituições de ensino portuguesas que todos os anos geram mais queixas devido as praxes

Uma braçadeira com uma cruz suástica usada durante uma praxe, por um grupo de alunos do curso de Biologia Aplicada, na Universidade do Minho, está a gerar polémica. Fotografias começaram a circular na internet há alguns dias e deram mote a muitas discussões, conta o “Jornal de Notícias” esta quinta-feira.

Para o reitor da Universidade do Minho, tratou-se somente de uma “sátira irrefletida”. “Tenho pena que haja alunos que usem braçadeira nazis, mas garanto que a praxe não se realizou no interior das instalações da universidade”, diz António Cunha, reitor da universidade, em declarações ao matutino.

Ainda assim, António Cunha revela que vai reunir-se com os representantes do curso de Biologia Aplicada que protagonizaram a situação. Já nas redes sociais a discussão está muito mais polarizada, convocando a memória história do Holocausto. “Vou dar conhecimento deste ato à comunidade judaica de Lisboa”, diz Ricardo Sant’Anna, judeu que vive em Braga e um dos contestatários da praxe que envolveu simbolos nazis, ao “JN”.

A Universidade do Minho faz parte das três instituições de ensino portuguesas que todos os anos geram mais queixas devido às praxes.

Não se sabe ao certo, mas tudo aponta que o caloiro que usou a braçadeira e foi fotografado com ela terá sido obrigado a tal pelos praxistas, como parte do ritual académico.