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Marcelo “meteu-se talvez demais” no caso da Caixa, diz Vera Jardim

Campiso rocha

Para o deputado socialista, o chefe de Estado deve ocupar um “lugar de recuo” na gestão da situação política

Marcelo Rebelo de Sousa cunhou o seu primeiro ano em Belém como o Presidente que está em todo o lado, envolvido em tudo e interventivo. Mas para o socialista Vera Jardim, Marcelo talvez pudesse ter sido mais comedido no processo relacionado com a entrega de declarações de rendimentos e património dos gestores da Caixa Geral de Depósitos.

“Acho que o Presidente da República se meteu um pouco talvez de mais neste assunto. O Presidente não devia ter publicado uma coisa que quase parecia um parecer jurídico, a dizer porque é que teriam de entregar as declarações no Tribunal Constitucional”, diz o antigo ministro da Justiça, entrevistado no programa “Falar Claro” da Rádio Renascença” na terça-feira.

Vera Jardim também defende na mesma conversa que o chefe de Estado deve ocupar um "lugar de recuo" na gestão da situação política.

Quanto ao Governo e a Mário Centeno, o socialista reconhece que “houve inabilidade em não ter cortado este problema cerce”, e diz esperar ainda uma clarificação sobre se de facto os gestores da Caixa teriam que apresentar declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional.

“Não sei se estará juridicamente totalmente errado a solução de dizer que, quando não se é gestor público, continua a ter de entregar declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional”, explica.