Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Lone Star deixa cair exigência de garantia do Estado para ativos problemáticos do Novo Banco

A nova oferta da Lone Star deverá incluir um outro mecanismo de partilha de riscos com o Fundo de Resolução ou outra entidade do universo do Estado e manter a proposta de repartição de ganhos futuros

Após semanas de negociações, a próxima proposta que o fundo norte-americano Lone Star vai apresentar ao Banco de Portugal, para a compra do Novo Banco, já não vai exigir uma garantia de Estado para os ativos problemáticos da instituição, avança o “Jornal de Negócios” esta segunda-feira.

De acordo com o matutino, a nova oferta deverá incluir um outro mecanismo de partilha de riscos com o Fundo de Resolução ou outra entidade do universo do Estado e manter a proposta de repartição de ganhos futuros.

Uma das possibilidades que está a ser estudada é a manutenção do Fundo de Resolução ou de outra entidade pública como acionista minoritário da instituição. Existe ainda outro cenário viável: definir contratualmente o modelo – percentagem e condições – de partilha de riscos futuros.

O Banco de Portugal, em particular Sérgio Monteiro, responsável pelas negociações, tem linhas vermelhas que não pode ultrapassar nesta venda: não pode haver mobilização de dinheiro público no momento da venda do banco; deve ficar definido que o momento da materialização de eventuais riscos a assumir por uma entidade pública terá de coincidir com a data de repartição de ganhos futuros.