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Banco de Portugal mantém quase o mesmo número de funcionários desde o euro

D.R.

Entre 1999 e 2016, o número de funcionários do Banco de Portugal manteve-se praticamente inalterado, tendo passado de 1828 em 1999 para 1811 em 2016

Banco de Portugal, o bom empregador: este podia ser o título desta notícia, se não fosse demasiado publicitário. Desde a criação do euro e da perda de competências para o Banco Central Europeu, há quinze anos, a instituição liderada por Carlos Costa manteve praticamente inalterado o número de funcionários, conta o “Público” esta segunda-feira. Uma exceção ao nível europeu.

No total dos 19 países que compõem a moeda única, entre 1999 e 2016 registou-se uma redução do pessoal afeto aos bancos centrais nacionais de 59.790 para 46.896 funcionários – uma queda de 12.894 trabalhadores (21,6% do total) –, indicam os números da publicação anual Central Bank Directory.

Portugal, a par do Luxemburgo, Irlanda, Malta, Chipre e Eslovénia, é um dos poucos países da zona euro que destoam nesta tendência. Durante este período de tempo, o número de funcionários do Banco de Portugal (BdP) manteve-se praticamente inalterado, tendo passado de 1828 em 1999 para 1811 em 2016. Ou seja, a redução de pessoal do BdP entre 1999 e 2016 foi de 0,9%, bastante abaixo da média da zona euro.

Com base nos dados da Central Bank Directory, é possível também ver que, entre 1999 e 2010, se registou uma tendência de descida marcada no BdP, com o número de funcionários a cair para a casa dos 1650. Contudo, com a liderança de Carlos Costa este número voltou a subir para números próximos dos de 1999.

Segundo responsáveis do BdP, a redução de pessoal ocorreu nos 15 anos anteriores à criação do euro e o período mais recente foi de “reforço de competências” em diversas áreas.