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Portugueses têm 60 mil queixas nos tribunais de trabalho

Cidadãos queixam-se da morosidade do desenrolar dos processos legais no tribunal de trabalho. O Ministério Público de Lisboa atende uma média de mil pessoas por ano, por exemplo

Patrão bom, patrão mau. Segundo revela o “Diário de Notícias” esta sexta-feira, quase 60 mil portugueses movimentaram processos no tribunal de trabalho no ano passado. Na maioria dos casos, discute-se a legitimidade e motivos dos despedimentos.

O matutino relata testemunhos pessoais de pessoas dispensadas de surpresa após terem estado doentes, por exemplo, e os efeitos ao nível psicológico que esse processo pode ter individualmente. Somado a isto, junta-se a morosidade do desenrolar dos processos legais daqueles que escolhem avançar para o tribunal de trabalho – o Ministério Público de Lisboa atende uma média de mil pessoas por ano.

“A sociologia e psicologia social já demonstraram que quanto maiores são as expectativas e melhor é a trajetória profissional de uma pessoa, mais abrupta é a queda na realidade de empobrecimento e vulnerabilidade”, explica o sociólogo Elísio Estanque, do Centro de Estudos Social da Universidade de Coimbra, citado pelo “DN”.

Há também muitas queixas sobre as condições dos próprios tribunais do Trabalho. No Palácio da Justiça, em Lisboa, as gélidas paredes e a ausência de aquecimento fazem com que o procurador Álvaro Bento, 66 anos, tenha de trabalhar de casaco vestido, revela o matutino.