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CDS ameaça Centeno com queixa-crime

Luís Barra

Se o ministro das Finanças não se retratar, os centristas poderão apresentar uma queixa-crime, garante o líder parlamentar Nuno Magalhães

O CDS não quer deixar a confusão entre António Domingues e Mário Centeno, que ressurgiu na praça pública esta semana, após terem sido revelados os emails do banqueiro, passar em falso. O ministro das Finanças tinha garantido anteriormente que nunca existiu uma troca de correspondência entre os dois. Mas segundo dados revelados esta semana pelo jornal online “ECO”, da leitura da troca de correspondência entre António Domingues, Mário Centeno e o secretário de Estado das Finanças Mourinho Félix, enviada à comissão parlamentar de inquérito à CGD, resulta que "houve mesmo uma discussão explícita sobre a exigência de Domingues para não entregar a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional. E um acordo que permitiu a entrada do gestor na Caixa".

Por isso, se Mário Centeno não se retratar o CDS pondera apresentar uma queixa-crime, diz Nuno Magalhães, líder parlamentar dos centristas, em declarações ao “Jornal Económico” esta sexta-feira.

Para os CDS, o ministro mentiu – e é melhor que assuma. A carta revelada esta semana pelo “ECO” é prova disso, aponta Nuno Magalhães.

A exceção de entrega de declarações ao Tribunal Constitucional “foi uma das condições acordadas para aceitar o desafio de liderar a gestão da CGD e do mandato para convidar os restantes membros dos órgãos sociais, como de resto o Ministério das Finanças confirmou”, lia-se numa das mensagens enviadas por António Domingues.