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Consultas médicas vão passar a ter tempos mínimos

A fixação dos tempos mínimos de consulta vai ter em conta quatro fatores: a necessidade de fazer um exame clínico, de se esclarecerem dúvidas e de explicar ao doente o que lhe vai ser feito, e questões relacionadas com os sistemas informáticos

Não é por acaso que existe uma expressão portuguesa como “visita de médico”. É o imaginário de muitos que vão a uma consulta no Serviço Nacional de Saúde: é tudo muito rápido, “a despachar”. Contudo, esta expressão pode estar prestes a cair em desuso: a Ordem dos Médicos (OM) vai fixar tempos mínimos aceitáveis para as consultas, que poderão variar consoante as especialidades, conta o “Público” esta quarta-feira.

Esta informação foi veiculada por Miguel Guimarães, novo bastonário da Ordem dos Médicos, em declarações ao matutino. “Atualmente, os tempos de consulta são muito curtos”, lamenta o urologista do Porto, de 55 anos. O novo bastonário, que toma posse do cargo esta quarta-feira, não avança datas para a implementação desta medida, mas refere ser uma das suas principais prioridades.

Os tempos de consulta vão ser determinados “com bom senso” pelos responsáveis pelo colégios da especialidade da Ordem dos Médicos. Em Portugal nunca existiu nenhuma legislação que impusesse tempos mínimos ou máximos para as consultas médicas. “Mas há um grande abuso por parte de algumas unidades de saúde, que marcam consultas com vários doentes em tempos simultâneos ou com intervalos muito curtos”, aponta.

A fixação dos tempos vai ter em conta quatro fatores: necessidade de fazer um exame clínico, de se esclarecerem dúvidas e de explicar ao doente o que lhe vai ser feito, além das questões relacionadas com os sistemas informáticos, “que têm de ser melhorados pelo Ministério da Saúde”, revela Miguel Guimarães.