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Governo negoceia com BE e PCP integração de precários do Estado

Nuno Botelho

António Costa tem duas soluções em cima da mesa: abrir um concurso extraordinário e integrar nos quadros da função pública todos os trabalhadores a recibos verdes ou com contratos a prazo ou recorrer a um tribunal arbitral criado para o efeito

Se a confusão em volta da descida da TSU serviu para alguma coisa foi para lembrar o primeiro-ministro que prevenir é melhor do que remediar. De forma a evitar futuros problemas dentro do acordo de governação à esquerda, o Governo de António Costa vai reunir-se com o PCP e com o Bloco de Esquerda ainda esta semana para apresentar o diagnóstico sobre a precariedade no Estado e o modelo que permitirá integrar estes trabalhadores nos organismos públicos, avança o “Público” esta quarta-feira.

O objetivo do Governo é simples: minimizar eventuais problemas com os parceiros políticos no que diz respeito ao universo de trabalhadores abrangidos, comprometê-los com a solução a adoptar, explicou fonte governamental ao matutino.

Com o encontro entre as três forças políticas a ocorrer ainda esta semana, o relatório sobre os precários do Estado e medidas a tomar só deverá vir a público na próxima semana.

Este tema vai estar também em cima da mesa esta quarta-feira, durante uma audição a Mário Centeno, que comparecerá na comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social onde deverá ser questionado pelos deputados quanto ao atraso na divulgação do relatório.

Neste momento, segundo o “Público”, há duas soluções em cima da mesa: abrir um concurso extraordinário e integrar nos quadros da função pública todos os trabalhadores a recibos verdes ou com contratos a prazo; ou recorrer a um tribunal arbitral criado para o efeito: na prática, os trabalhadores apresentavam o seu caso ao tribunal, que decidia se deviam ser integrados ou não.