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Lone Star admite ficar com António Ramalho a liderar o Novo Banco

JOSÉ CARLOS CARVALHO

O fim das garantias estatais deverá trazer nos próximos dias a Portugal Olivier Brahin, o responsável pelas operações europeias do Lone Star. Norte-americanos poderão ainda integrar fundos portugueses na compra do Novo Banco

Caso o fundo Lone Star seja o vencedor da corrida ao Novo Banco, os norte-americanos pretendem ficar com António Ramalho, atual presidente da instituição, à frente da comissão executiva. Num momento em que se aprofundam as negociações – mas ainda há nomes de interessados em participar na compra a surgir –, este é um dos compromissos já assumidos pela Lone Star junto do Banco de Portugal e do Governo, avança o “Público” esta terça-feira.

Além de preservar a integridade do Novo Banco, o fundo Lone Star também terá aberto a porta ao envolvimento na transação de investidores de origem portuguesa. Ao longo deste mês, foram sendo conhecidos alguns dos nomes interessados: a Holding Violas Ferreira, recentemente saída do BCP, e a Aethel Partners, sociedade britânica que comprou o Banco Efisa, por exemplo.

Ao que tudo aponta, o Governo está a negociar com a Lone Star neste momento a principal cláusula que impede a realização do negócio: a operação não pode prever garantias estatais. De acordo com o comentador Luís Marques Mendes, este ponto de entendimento é possível e tal deverá acontecer em breve.

Segundo o “Público”, o fim das garantias estatais deverá trazer Olivier Brahin, o responsável pelas operações europeias do Lone Star, nos próximos dias a Portugal.

A proposta inicial do Lone Star contemplava uma contragarantia do Estado português sobre cerca de 2000 a 2500 milhões de euros de ativos, o que funcionaria como uma espécie de seguro contra uma eventual desvalorização da instituição.