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Livro de Valter Hugo Mãe fica no Plano Nacional de Leitura mas deixa de ser recomendado a alunos do 3.º ciclo

João Lima

A equipa de onze especialistas que avalia os livros que integram o Plano Nacional de Leitura reúne-se esta segunda-feira, mas fonte do Ministério da Educação revela ao jornal “i” que já está decidido que o livro sairá das recomendações aos alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos

O romance “O Nosso Reino”, de Valter Hugo Mãe – escritor galardoado com o prémio José Saramago, entre outros – vai ser retirado da lista de leituras recomendadas para os alunos do 2.º e 3.º ciclos pelo Plano Nacional de Leitura, e passará a fazer parte das leituras para a “formação de adultos”, outra das vertentes do mesmo programa. Esta informação foi veiculada ao “i” esta segunda-feira por fonte do Ministério da Educação.

Tal como o Expresso noticiou no último sábado, o livro “O Nosso Reino” gerou polémica e protestos dos pais do Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, devido a passagens com conteúdo sexual “violento”. Os alunos do 8.º ano terão lido esse livro durante as férias do primeiro período.

Em causa estavam passagens como: “E a tua tia sabes de que tem cara, de puta, sabes o que é, uma mulher tão porca que fode com todos os homens e mesmo que tenha racha para foder deixa que lhe ponha a pila no cu.”

A equipa de onze especialistas que avalia os livros que pertencem ao PNL irá reunir-se esta segunda-feira, mas fonte ministerial revelou ao “i” que já está decidido que o livro sairá das recomendações aos alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos.

A obra de Valter Hugo Mãe continuará a fazer parte do PNL, mas sendo recomendado para alunos que já frequentem o ensino secundário e integrará ainda as leituras para a “formação de adultos”, outra das vertentes do mesmo programa.

Em declarações ao Expresso, Valter Hugo Mãe disse não se lembrar que o livro “O Nosso Reino” fosse “assim tão escabroso e tão explícito”. “Não sei se a leitura deste livro lhes revela um novo mundo. Não me ocorre ter usado uma perversão tão grande que represente a morte do Pai Natal”, justificou.