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PSD contra as PPP na Saúde? “Já nada me espanta”, diz a ministra da Presidência

José Carlos Carvalho

O Novo Banco não pode continuar num estado indefinido por muito mais tempo, entende Maria Manuel Leitão Marquês. É possível que o banco ainda venha a ser vendido, mas não pode haver “preconceitos” quanto a uma nacionalização, diz a ministra da Presidência

O PSD e o atual Governo são uma evidência de que todas as convergências já foram feitas? O veto à descida da TSU será um sinal disso? E se nas PPP da Saúde os sociais-democratas votarem ao lado o Bloco de Esquerda para vetar a entrega do Hospital de Cascais, por exemplo, a uma equipa de gestão privada? Maria Manuel Leitão Marquês, ministra da Presidência, em entrevista conjunta à Rádio Renascença e ao “Público”, esta quinta-feira, diz que não ficaria surpreendida.

“Quando a decisão for tomada, se for por decreto-lei, a questão pode ser apreciada no Parlamento. Veremos qual é a posição do PSD nessa matéria, já nada me espanta”, frisa a ministra.

“Não podemos deixar o Novo Banco eternamente sem solução”

O Novo Banco não pode continuar num estado indefinido por muito mais tempo, assume também a governante. É possível que o banco venha a ser vendido, mas não pode haver “preconceitos” quanto a uma nacionalização, se essa for a solução que traga menos custos para o Estado.

“A nossa posição é vender, sem que isso signifique que o Estado o esteja a comprar de outra maneira. Pelas garantias que dá, compromissos que assume ou pelo dinheiro que vai lá ter de pôr. Não temos nenhum preconceito com a sua venda ou nacionalização, nenhuma preferência ideológica”, diz.

Mas para se nacionalizar o Novo Banco, será necessário convencer Frankfurt e Bruxelas, uma tarefa que a ministra da Presidência não considera impossível. “Acho que as pessoas sabem fazer contas, sobretudo lá”, conclui.