Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

“No lugar de Passos, se tivesse fixado um objetivo para as autárquicas e não o conseguisse, demitia-me”

antónio pedro ferreira

O coordenador do programa autárquico para Lisboa do PSD confessa ainda não saber o que se passou para não haver coligação com Assunção Cristas. E José Eduardo Martins deixa avisos a Passos Coelho, que deve tirar consquências caso os resultados em outubro sejam negativos

“Quem fixa um objetivo para o partido [PSD] e não é muito ambicioso e não o consegue, tem que seguramente refletir se foi útil à consecução desse objetivo. Por outras palavras, no lugar de Pedro Passos Coelho, se tivesse fixado esse objetivo e não o conseguisse, demitia-me”, diz José Eduardo Martins, coordenador do programa autárquico do Partido Social Democrata (PSD) para Lisboa, em entrevista à Antena 1.

Mas isto caso Passos Coelho não fosse “resiliente” e “resistente”. O líder do PSD “não é como a maior parte dos outros políticos”, sublinha José Eduardo Martins. Apesar de não ver os objetivos do PSD para as eleições autárquicas como “ambiciosos” e considerar que Passos devia tomar uma posição com base nesses futuros resultados, a teimosia do líder social-democrata poderá sempre prevalecer.

Com as autárquicas a aproximarem-se no calendário, o coordenador do programa autárquico para Lisboa do PSD confessa não saber ainda o que se passou para não haver coligação com Assunção Cristas. “Não estive na reunião”, diz, acrescentando ainda “estar fora de questão” ser ele próprio o candidato.

Para o social-democrata, há um problema no desmontar do discurso do Governo: faltam ideias e protagonistas no PSD.

Na entrevista à Antena 1, José Eduardo Martins recusou também a ideia de que venha a ser líder do PSD algum dia. “Chego sempre atrasado ou adiantado, mas é a vida, não tem problema nenhum”, reconhece.