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Consórcio internacional fez proposta de €15 mil milhões ao Governo para limpar crédito malparado

Segundo António Esteves, ex-partner da Goldman Sachs, os ativos seriam adquiridos aos bancos “ao valor do balanço, o que evita que tenham de registar uma perda aquando da venda”

O Governo e o Banco de Portugal receberam uma proposta de 15 mil milhões de euros de um consórcio internacional para aquisição de ativos problemáticos contabilizados pelo sistema bancário português, avança o “Público” esta quarta-feira.

Esta iniciativa chegou de forma informal ao Executivo de António Costa e do BdP há cerca de dois meses, apresentada por António Esteves, ex-partner do banco de investimento norte-americano Goldman Sachs, de onde saiu em 2016.

Ao aceitar esta solução, o Governo poderia descomplicar muitas das suas dores de cabeça futuras: a venda do Novo Banco e a valorização dos bancos com problemas de malparado. Mas para esta solução ser aceite serão necessárias negociações ao mais alto nível europeu.

“Achamos que podemos resolver o problema do crédito malparado, que está a carregar os balanços dos bancos portugueses, sem dar qualquer tipo de remuneração, e impondo uma estrutura pesada e onerosa para os gerir”, explica António Esteves ao matutino.

Segundo o banqueiro, os ativos seriam adquiridos aos bancos “ao valor do balanço, o que evita que tenham de registar uma perda aquando da venda”.

Estima-se que existam cerca de 30 mil milhões de euros de crédito malparado na banca portuguesa, sendo que metade já está provisionado. “Entregámos uma proposta fechada e totalmente de mercado, sem ónus para o sector”, sublinha António Esteves.