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Novo Banco reembolsa em fevereiro última emissão de dívida ao Estado

José Carlos Carvalho

O Novo Banco irá pôr fim às ajudas públicas de que ainda beneficia e que justificam que a instituição ainda esteja sob a tutela da Direção-Geral da Concorrência da União Europeia

Em fevereiro, o Novo Banco vai devolver ao Estado os últimos 1500 milhões de euros de obrigações garantidas pelo Tesouro, avança o “Jornal de Negócios” esta sexta-feira. Com este passo, a instituição irá pôr fim às ajudas públicas de que ainda beneficia e que justificam que o banco permaneça sob a tutela da Direção-Geral da Concorrência da União Europeia (DGComp).

Pôr fim às ajudas públicas tem sido uma das principais prioridades da instituição, desde que António Ramalho substituiu Stock da Cunha no verão. Nos últimos dois meses, o banco já havia reembolsado duas emissões de dívida com garantia estatal, no valor total de 2000 milhões.

Devido à extensão do prazo do reembolso das três emissões acordada no ano passado, o Estado viu-se obrigado a negociar compromissos com Bruxelas, metas que obrigaram o banco a reduzir o seu quadro de pessoal em mil trabalhadores, a encerrar 50 balcões e a cortar custos em 150 milhões de euros.

Depois de o Estado ser reembolsado, o Novo Banco ainda ficará sujeito aos compromissos acordados com a DGComp até ao final de junho, lembra o “Negócios”. Mais: a derrapagem no calendário de venda do Novo Banco implicará um novo agravamento das metas acordadas com Bruxelas.