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Humberto Pedrosa: “TAP vai dar lucros” em 2016

JOSÉ CARLOS CARVALHO

Resultado positivo deve-se à queda do preço do combustível e o período de estabilidade que a empresa passou no ano passado

Passados dez anos de maus resultados e prejuízos avultados, quando as contas da TAP para 2016 estiverem fechadas vai haver lucros, garante Humberto Pedrosa, presidente do conselho de administração e acionista da companhia, em entrevista ao jornal online “ECO” esta sexta-feira. “O ano de 2016 vai fechar positivo, o que já não acontecia desde 2007. Em 2015 registamos um prejuízo de 99 milhões de euros”, diz.

Para este resultado positivo – ainda sem números concretos, pois as contas “ainda estão a ser fechadas” – contribuiu a queda do preço do combustível e o período de estabilidade que a empresa passou no ano passado, explica. Mas em 2017 o preço dos combustíveis pode pregar uma nova partida às contas da transportadora, correndo até o risco de somar prejuízos. “Nas companhias aéreas a tarifa acompanha o combustível, ou seja, quando o combustível desce as companhias aéreas baixam preços, quando o combustível começa a subir as tarifas sobem”, justifica Pedrosa.

A TAP tem ainda por recuperar a dívida de Angola, o que fará diferença nas finanças futuras da empresa. “Temos vindo a receber a conta-gotas. A dívida hoje deve andar acima dos 60 milhões de euros”, revela o acionista.

Quanto às ligações canceladas do Porto para a Europa em 2016, o que gerou muita polémica e discussão junto de Rui Moreira, autarca da cidade, Humberto Pedrosa assume que estas ainda possam ser recuperadas. “Não eram rentáveis[as rotas que a TAP abandonou a partir do Porto], porque tínhamos a concorrência da Ryanair com tarifas muito baixas e, nessa altura tínhamos aviões velhos e com consumos altos e, portanto, a TAP não conseguia rentabilizar essas rotas. Mas futuramente podemos voltar a retomar esse tipo de rotas”, afirma.