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Vara acusa Luís Campos e Cunha de ter mentido no Parlamento

Para Armando Vara, a conversa mantyida durante um almoço e revelada há duas semanas pelo ex-ministro das Finanças no Parlamento, foi uma “sondagem” para a CGD

Mentira, diz Armando Vara. É mentira o que disse o ex-ministro da Finanças Luís Campos e Cunha no Parlamento, há duas semanas. “A razão por que Campos e Cunha me chamou era porque queria mexer na Caixa”, acusa o ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos em declarações ao jornal “i” esta segunda-feira.

Para Armando Vara, a conversa mantida durante um almoço com Campos Cunha e revelada há duas semanas pelo ex-ministro das Finanças foi uma “sondagem” de quem queria fazer mudanças na Caixa.

Durante uma audição, há dez dias, na comissão parlamentar de inquérito, Luís Campos e Cunha revelou ter almoçado com Vara numa altura em que disse estar a ser pressionado por José Sócrates para demitir a administração do banco público.

Segundo o ex-ministro das Finanças, tratou-se de um encontro entre amigos e não um convite informal para Vara assumir alguma posição no banco do Estado – o que veio a acontecer, mas quando Campos e Cunha já não era ministro.

“Lembro-me muito bem do almoço, ele não disse a verdade no Parlamento”, diz Armando Vara ao “i”. “É óbvio que a razão pela qual me chamou era porque estava a pensar mexer na Caixa Geral de Depósitos”, acrescenta.

“A certa altura falou-se da Caixa, ele perguntou-me como estavam as coisas no banco, disse que gostava de ouvir a minha opinião, porque estava a pensar mudar a govemance e criar uma holding, uma coisa assim do género”, lembra Vara.

Campos e Cunha terá ainda dado outros sinais de que estaria a sondar Armando Vara. Segundo este, a certo ponto da conversa ao almoço o ex-ministro perguntou-lhe se não se importava de “de fazer um paper com ideias que pudessem ser relevantes para o futuro da instituição”, contou Vara ao “i”.