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Portugueses pagam €112 milhões na conta da luz para subsidiar indústria

Kiyoshi Ota

Pagamentos têm com objetivo assegurar que em caso de risco de sobrecarga do sistema elétrico as grandes empresas industriais se comprometem a reduzir os seus consumos. Grupo de trabalho do BE e PS quer reduzir custos em 60 milhões de euros

De acordo com as contas da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), os consumidores portugueses vão pagar este ano 112 milhões de euros na fatura de electricidade para subsidiar as grandes indústrias, conta o “Público” esta segunda-feira.

Estas remunerações têm com objetivo assegurar, em caso de risco de sobrecarga do sistema elétrico, que esses grandes consumidores – cerca de 50 empresas – se comprometem a reduzir os seus consumos e, deste modo, garantir a segurança do abastecimento e evitar um apagão.

Segundo o matutino, desde que a interruptibilidade foi criada nunca foi dada qualquer ordem de redução. No ano passado, este conjunto de empresas recebeu perto de 102 milhões de euros – este ano os valores sobem em dez milhões de euros. A Siderurgia Nacional, que é também o maior consumidor de energia nacional, vai receber este ano cerca de 33,5 milhões de euros, por exemplo.

Este “subsídio injustificável”, como o classifica o Bloco de Esquerda, existe noutros países europeus e está desde o verão de 2016 na lista dos cortes do grupo de trabalho para reduzir os custos do sistema elétrico criado por bloquistas e pelo PS, onde também participou o secretário de Estado da Energia Jorge Seguro Sanches.

Os membros do grupo defendem ser necessário reduzir o número de empresas com contratos de interruptibilidade e poupar pelo menos 60 milhões de euros aos clientes de eletricidade.