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Rio defende a nacionalização temporária do Novo Banco

Rui Duarte Silva

Colocando o Novo Banco temporariamente ao encargo do Estado, poder-se-ia “evitar ainda mais despesa pública com o sector bancário”, defende o ex-autarca do Porto

Rui Rio defende que nacionalizar o Novo Banco de forma temporária é a melhor solução, tendo em conta as propostas de compra que foram apresentadas pelos fundos norte-americanos, diz ao “Público” esta quinta-feira.

A nacionalização temporária do Novo Banco faz sentido se assim se conseguir “rendibilizar o banco” e, daqui por alguns anos, “ter o retorno de todo o capital nele investido e, se possível, com alguma compensação para o Estado”, escreve o ex-autarca do Porto num texto que enviou ao matutino sobre este tema.

Colocando o Novo Banco temporariamente ao encargo do Estado, poder-se-ia “evitar ainda mais despesa pública com o sector bancário; e, até, de se aliviar a carga que os outros bancos já estão a suportar com este escândalo nacional”, justifica.

Porém, Rui Rio alerta que ainda é preciso saber se é “possível desenhar um plano de rentabilização credível e prudente do banco” e quais serão os custos associados para o Estado. No imediato, “custará mais 750 milhões de euros de reforço do capital próprio, no sentido de assegurar o cumprimento dos rácios impostos pelo BCE”, contabiliza.

“Se os atuais concorrentes estão a pedir garantias ao Estado, então será porque não têm plena confiança no valor dos ativos constantes do balanço, ou seja, acham que ainda há imparidades por contabilizar. Se assim for, temos aqui um custo adicional da nacionalização o que teremos de considerar”, alerta.