Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

João Galamba defende nacionalização do Novo Banco

Marcos Borga

Para o vice-presidente da bancada parlamentar do PS, os custos para os contribuintes de uma operação de nacionalização já foram de facto assumidos, a 13 de agosto de 2014, com a criação do Fundo de Resolução, quando o passivo da instituição “passou para o Estado”

Francisco Louçã, Vítor Bento, Manuela Ferreira Leite e José Maria Ricciardi: estes são alguns dos nomes que nos últimos dias se juntaram ao coro que pede a nacionalização do Novo Banco. Mário Centeno, na semana passada, disse que essa possibilidade não estava fora afastada. Esta segunda-feira, foi a vez de João Galamba, vice-presidente da bancada do PS, tomar uma posição em declarações ao “Diário de Notícias”.

“O banco já é do Estado [através do Fundo de Resolução], só que é de transição. Eu só quero que o Estado assuma plenamente e de forma normal aquilo que hoje já existe”, defendeu o deputado socialista.

Para Galamba, os custos para os contribuintes de uma operação de nacionalização já foram de facto assumidos, a 13 de agosto de 2014, com a criação do Fundo de Resolução, quando o passivo da instituição “passou para o Estado”. “Nacionalizar de facto não traz novos custos, apenas reconhece custos que sempre existiram”, sublinhou.

Tendo em conta a proposta da Lone Star que tornada pública ainda na semana passada – a venda por 750 milhões de euros + 2500 milhões de euros de garantias do Estado (estes valores ainda não foram confirmados pelo Banco de Portugal) -, o Estado “não deve vender” o Novo Banco, pensa o deputado.

Caso o Estado decidisse avançar com a nacionalização, isso permitiria “transformar o Novo Banco num banco normal e retirar-lhe o ónus pesado de banco de transição”.

Nacionalizar, esperar, vender

Tanto Eurico Brilhante Dias como Paulo Trigo Pereira, ambos deputados do PS, defendem a nacionalização do Novo Banco, mas com intenções diferentes das de João Galamba. Querem manter espaço negocial.

“A nacionalização é um cenário que se deve manter em cima da mesa” porque “o Estado tem de ter uma arma negocial para não ter de ceder a todas as vontades de quem quer que o banco lhe seja oferecido”, disse Brilhante Dias ao “DN”.

A posição expressada por Paulo Trigo Pereira é muito semelhante: “Há que manter, se possível, as várias opções em aberto, para tentar arranjar a melhor proposta. Assumindo os pressupostos daquilo que se sabe da proposta da Lone Star, não me parece ser uma boa proposta. Não deve ser aceite e a venda não deve ser concretizada”, disse.