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CCB vai abrir concurso para construção de um hotel de cinco estrelas

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O concurso para a construção do hotel de cinco estrelas vai ser aberto ainda este ano. O objetivo é que as obras avancem já em 2018, revela Elísio Summavielle, presidente do Centro Cultural de Belém

O Centro Cultural de Belém (CCB) vai deixar de ser só um ponto de passagem cultural. Ainda este ano, vai ser lançado um concurso para a construção de um hotel de cinco estrelas – os módulos 4 e 5 –, de forma a que as obras possam começar em 2018, revela Elísio Summavielle, presidente do CCB nomeado pelo ex-ministro da Cultura João Soares, em entrevista ao “Público” esta quinta-feira.

“A sustentabilidade da casa só pode ser assegurada, do meu ponto de vista, por uma iniciativa que me parece fundamental e que eu vou perseguir durante este ano e que é o lançamento do concurso para a construção dos módulos 4 e 5 do CCB. Há muitos anos que se fala disso, mas até hoje, por razões diversas, nunca avançou. É essa a minha prioridade do ponto de vista da economia da Fundação Centro Cultural de Belém, independentemente de uma melhoria progressiva da diversidade e da qualidade da oferta cultural”, diz.

Só com este investimento é que haverá condições para assegurar a sustentabilidade do CCB e para o libertar de toda a burocracia que hoje o limita, justifica Summavielle. Porém, grande parte deste futuro dependerá do investimento de privados.

Quando chegou à instituição em março, Summavielle encontrou as contas da instituição num estado preocupante, sendo que entre maio e junho o passivo rondava os 800 mil euros. “É óbvio que, logo nos primeiros tempos, foi feito com muita intensidade um diagnóstico do estado de saúde da Fundação [Centro Cultural de Belém] e posso dizer que estamos a caminho de um equilíbrio. As contas finais de 2016 são bastante melhores do que as do ano passado [2015]. Existia um passivo razoável de dívidas a fornecedores que estão totalmente liquidadas e a receita da casa aumentou, o que é bom, porque tudo aquilo que possa ser feito a mais na programação é em função da receita obtida com os alugueres e etc. Felizmente estes últimos meses foram bastante preenchidos com iniciativas de privados. Vamos aguardar pelas contas durante Janeiro, mas estou em crer que são simpáticas e que nos permitem garantir alguma sustentabilidade durante este próximo ano de 2017”, revela.

Tendo em conta a conjuntura atual e vários estudos prévios, este será o momento certo para a “construção de um hotel de prestígio, de cinco estrelas, com cerca de 160 quartos”. Neste momento, os termos do concurso ainda não estão definidos e há negociações a decorrer com a Câmara Municipal de Lisboa.

“Muito em breve terei reuniões com o Ministério das Finanças no sentido de saber qual é a fórmula adequada para a execução do concurso, mas tudo me leva a crer que o próprio investidor investirá na construção. Será, portanto, um contrato de concessão, construção e exploração”, explica