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Centeno assume: Novo Banco ainda pode vir a ser nacionalizado

José Carlos Carvalho

No dia em que o Banco de Portugal tem de escolher que propostas de aquisição do Novo Branco deve apresentar ao Governo, o ministro das Finanças admitiu, em entrevista ao “DN/TSF”, que a instituição ainda pode ser nacionalizada. Quanto à liderança na CGD , Centeno garante que “os novos nomes foram testados”

Todos os cenários quanto ao futuro do Novo Banco ainda estão em cima da mesa. Até a nacionalização, assume Mário Centeno, ministro das Finanças, em entrevista ao “Diário de Notícias/TSF” esta quarta-feira – o mesmo dia em que o Banco de Portugal tem de escolher que propostas de aquisição da entidade bancária deve apresentar ao Governo. “Nada está fora de questão quando se trata de garantir a estabilidade do sistema financeiro”, garantiu o ministro da Finanças.

Para o governante, o Novo Banco tem “um papel também muito importante no sistema bancário português”, por causa do financiamento às pequenas e médias empresas – “é um banco absolutamente de charneira, nessa dimensão” – e “tem de ser tida em conta essa relevância em todas as decisões que forem tomadas sobre o Novo Banco”. Não seria “adequado eliminar nenhum tipo de abordagem em relação ao Novo Banco”, frisou.

Quanto às propostas de aquisição em cima da mesa, Mário Centeno voltou a lembrar que não gosta do pedido de uma garantia do Estado exigido pela Lone Star, no valor de 2,5 mil milhões de Euros.

“Uma garantia de Estado para suportar um negócio privado e que ponha em risco dinheiro dos contribuintes é obviamente algo que nós não estamos a perspetivar neste negócio. Não resisto, até para fazer o contraponto com aquilo que foi o processo negocial durante o verão, a dizer que fragiliza sempre muito as instituições e esses processos negociais a capacidade que existe de a informação que deveria residir dentro do processo negocial vir a público”, disse.

Ainda mesma entrevista, Mário Centeno revelou que na próxima semana Paulo Macedo já deverá ser o novo líder da Caixa Geral de Depósitos, juntamente com a sua equipa. “Os novos nomes foram testados (...) e espero ter esse processo concluído nos próximos dias. Por próximos dias eu diria que seria no decorrer da semana que vem, mas também gostava de frisar que é um processo que não depende do Governo, não depende do acionista – nem do Governo enquanto acionista, nem doutros acionistas”, disse.

Quanto à recusa por “SMS” de António Domingues de estender por mais um mês o mandato na administração da Caixa Geral de Depósitos, Mário Centeno não se mostrou perturbado. “O procedimento que foi apresentado ao Dr. António Domingues foi aplicar o procedimento que já no verão tinha sido utilizado com a extensão por um mês do mandato da administração da Caixa Geral de Depósitos naquele momento. Foi exatamente esse o procedimento que foi apresentado, o enquadramento jurídico que está em vigor é conhecido de toda a gente, não havia obviamente nenhuma necessidade de o alterar. A decisão foi essa, não houve daí nenhuma perturbação, nem em relação àquilo que estava planeado para a CGD, nem em relação a coisa nenhuma com o Dr. António Domingues e, portanto, esta tentativa de generalizar os SMSs como se fossem facebooks comigo não funciona”, disse.

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