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Venda do Novo Banco será decidida quarta-feira

© Rafael Marchante / Reuters

O favoritismo, neste momento, está do lado do fundo norte-americano Lone Star. Contudo, o consórcio Apollo/Centerbridge pode surpreender à última hora, caso venha a rever a sua oferta. Este cenário poderá ganhar ainda mais força se a Holding Violas Ferreira vier a juntar-se àquele consórcio

Quem vai ficar com o Novo Banco? Até ao final da semana passada, tudo indicava que seria o fundo China Minsheng. Mas houve uma reviravolta: os chineses não conseguiram dar as garantias necessárias. Com a venda a ser decidida ainda esta semana, avança o “Jornal de Negócios” esta terça-feira, o processo está a contrarrelógio. O futuro dono do Novo Banco será o fundo norte-americano Lone Star ou o consórcio Apollo/Centerbridge.

Até ao final desta semana, o Banco de Portugal tem muito “trabalho de casa” para fazer: a instituição liderada por Carlos Costa está à espera da revisão final das ofertas para a compra do Novo Banco para decidir quem vai comprar a instituição. Depois, terá de recomendar uma delas (ou nenhuma) ao Governo.

O favoritismo, neste momento, está do lado do fundo norte-americano Lone Star. Contudo, à última hora o consórcio Apollo/Centerbridge pode surpreender caso reveja a sua oferta, igualando ou superando as condições financeiras do outro candidato oriundo dos Estados Unidos, conta o matutino. Este cenário poderá ganhar ainda mais força caso a Holding Violas Ferreira venha a juntar-se àquele consórcio – o supervisor não tem conhecimento formal desta hipótese.

O Banco de Portugal terá de tomar uma decisão sobre o vencedor da corrida ao Novo Banco até ao final de quarta-feira, dado que a validade da proposta da Lone Star termina a 4 de Janeiro.

  • Garantia do Estado exigida pela Lone Star é obstáculo à venda de Novo Banco

    A Lone Star, cuja proposta de compra do Novo Banco termina na próxima quarta-feira, exigiu uma contragarantia do Estado português que se situa entre os €2 mil milhões e os €2,5 mil milhões. Este é um dos obstáculos à proposta do fundo norte-americano e um dos nós a desatar, já que poderá ser considerado um auxílio de Estado e nesse sentido tem de ser analisado por Bruxelas. O Banco de Portugal corre contra o tempo para cumprir esta semana a venda do herdeiro do antigo BES. A proposta da China Minsheng Group perdeu terreno