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BE negoceia com Costa proibição da venda de produtos de risco nos bancos

tiago miranda

Bloquistas pretendem recuperar um pacote de iniciativas da anterior legislatura – em que o PS se absteve e PSD e CDS chumbaram – para evitar “mais lesados” da banca

O Bloco de Esquerda quer proibir a venda de produtos de risco nos balcões dos bancos, que têm criado lesados como ocorreu com o BES e o Banif, e António Costa já se mostrou disponível para “pôr em ordem” o sistema financeiro. Ou seja, há interesses convergentes à esquerda.

O BE pretende recuperar um pacote de iniciativas da anterior legislatura – em que o PS se absteve e PSD e CDS chumbaram – para evitar “mais lesados” da banca, conta o “Diário de Notícias” esta terça-feira. Esta informação foi avançada por Pedro Filipe Soares, dirigente do Bloco, em declarações ao matutino.

“Não havendo nenhuma alteração à lei, dependendo apenas e só de uma ideia de que todos cumprirão as regras existentes, essas regras são permissivas ao ponto de podermos estar a criar novamente lesados para o futuro”, apontou o deputado.

Os trabalhos no sentido de proibir a venda de produtos de risco deverão avançar depois de concluídos os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Segundo o bloquista, o objetivo é “evitar a lógica do BES em que o BES vendia ao balcão o papel comercial de empresas do Grupo Espírito Santo”.

“Não podemos aceitar que se criem bombas-relógio deste género, sempre a cair em cima dos contribuintes e das próprias pessoas que confiaram nas instituições bancárias”, defende Pedro Filipe Soares.

  • BE força leis para evitar ‘novos lesados’

    Tal como o Expresso já tinha avançado a 23 de dezembro, o Bloco recupera nos próximos meses projeto-lei chumbado em 2015 para evitar fraudes dos bancos a clientes. Esta terça-feira, Pedro Filipe Soares, dirigente do Bloco, diz ao DN que “não podemos aceitar que se criem bombas-relógio deste género, sempre a cair em cima dos contribuintes e das próprias pessoas que confiaram nas instituições bancárias”