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Domingues não espera por Macedo e sai já da CGD

josé caria

Uma fonte do Ministério das Finanças confirmou esta manhã que o presidente demissionário da Caixa Geral de Depósitos “declinou o pedido feito para se manter em funções por mais uns dias”, até à chegada do seu sucessor Paulo Macedo

O presidente demissionário da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues, vai deixar já a liderança do banco público, sem esperar pelo aval do Banco Central Europeu para que o seu sucessor, Paulo Macedo, inicie formalmente funções. A informação foi avançada na edição online do "Jornal de Negócios" e entretanto já confirmada esta manhã por conte oficial do Ministério das Finanças. O jornal revela que Domingues informou o ministro das Finanças desta sua decisão no final da tarde da passada sexta-feira, 30 de dezembro.

Segundo o mesmo jornal, na carta enviada a Mário Centeno, Domingues justifica a sua saída antecipada com o facto de não ser possível assegurar condições jurídicas para prolongar o mandato por mais um mês face ao final de dezembro, prazo em que estava previsto que terminasse as suas funções.

O Expresso tinha noticiado na tarde da passada sexta-feira e citando fonte do Ministério das Finanças, que Domingues e a restante equipa tinham concordado em adiar a sua saída do banco, de forma a acautelar eventuais atrasos na aprovação do nome de Macedo em Frankfurt. Uma decisão que não só deverá ser tomada pelo BCE depois de 10 de janeiro.

Contactada pela Lusa, uma fonte do Ministério das Finanças confirmou esta manhã que António Domingues "declinou o pedido feito para se manter em funções por mais uns dias". "O período de transição será inteiramente assegurado pelos membros da atual administração que mantêm os respetivos mandatos, sendo expectável que a nova equipa tome posse nos próximos dias", revelou a mesma fonte.

Ou seja, até lá a gestão corrente da CGD passará agora a ser assegurada pelos quatro administradores que permanecem no banco: Rui Vilar, João Martins, Tiago Marques e Pedro Leitão. Estes não poderão, no entanto, tomar decisões que exijam luz verde do conselho de administração.

[Notícia atualizada às 10h50]