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Montepio falha no controlo de branqueamento de capitais e arrisca multa pesada

Tomás Correia deverá ser substituído por José Félix Morgado. Críticos dizem que esta é uma solução de continuidade

Luís Barra

O Banco de Portugal já deduziu acusações contra o banco Montepio e ainda contra Tomás Correia e Almeida Serra, enquanto ex-presidente e ex-administrador da instituição bancária, por não terem introduzido atempadamente os procedimentos necessários ao controlo de movimentos financeiros ilícitos

O Banco de Portugal não está contente. Com base numa auditoria forense desencadeada em 2015, pela Deloitte a vários bancos, a pedido do BdP, foram identificadas deficiências no sistema de controlo interno do banco Montepio, relacionadas com a prevenção do branqueamento de capitais e o financiamento de terrorismo, avança o “Público” esta quarta-feira.

Tudo indica que vá haver consequências. A instituição liderada por Carlos Costa já deduziu acusações contra a Caixa Económica Montepio Geral e ainda contra Tomás Correia e Almeida Serra, enquanto ex-presidente e ex-administrador da instituição bancária, por não terem introduzido atempadamente os procedimentos necessários ao controlo de movimentos financeiros ilícitos. Em caso de condenação, a aplicação de coimas conjuntas aos dois gestores e à empresa irá dos 50 mil aos cinco milhões de euros.

Se o infractor for uma pessoa singular, segundo a lei o Banco de Portugal pode multá-lo entre 15 mil euros e 1,250 milhões de euros. A mesma coima dispara quando se trata de uma instituição, que pode ser obrigada a pagar entre 25 mil euros e 2,5 milhões de euros.

Pelo que apurou o matutino, os processos já deram lugar a acusações, mas não a condenações. Tal só se verificará depois dos envolvidos apresentarem as suas defesas.