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Venda do Novo Banco adiada para janeiro

José Carlos Carvalho

Neste momento, ainda decorre o prazo acordado para os três candidatos finalistas – o China Minsheng, a Lone Star Star e o consórcio Apollo/Centerbridge – entregarem provas da sua capacidade financeira.Possível adiamento para janeiro deve-se ao facto de o China Minsheng Financial necessitar de mais tempo para apresentar as garantias financeiras exigidas pelo Banco de Portugal

Tanto o Governo como o Banco de Portugal queriam dar por encerrado ainda este ano o processo de venda do Novo Banco, mas é pouco provável que isso venha a acontecer: a decisão final só deverá ser tomada em janeiro, avança o “Jornal de Negócios” esta sexta-feira. Pelo que apurou o matutino, este atraso deve-se ao facto de o China Minsheng Financial necessitar de mais tempo para apresentar as garantias financeiras exigidas pelo Banco de Portugal.

Com o processo de venda do Novo Banco já na reta final, nem o Governo nem o BdP querem cometer erros: neste momento, ainda decorre o prazo acordado para os três candidatos finalistas – o China Minsheng, a Lone Star Star e o consórcio Apollo/Centerbridge – entregarem provas da sua capacidade financeira.

O China Minsheng, o grupo que apresentou a melhor proposta de aquisição do Novo Banco, terá informado o Banco de Portugal que pretende usar toda a margem temporal de que dispõe para tentar mobilizar apoios financeiros que lhe permitam honrar a sua proposta de compra do Novo Banco. Por sua vez, os outros dois finalistas deverão cumrprir o prazo limite, que termina ainda este mês.

Dado o grupo chinês necessitar de mais tempo para cumprir as exigências do processo de venda, é pouco provável que o BdP consiga tomar uma decisão e recomende uma proposta ao Governo ainda este ano. Segundo o “Negócios”, o Banco de Portugal continua empenhado em entregar a sua recomendação a António Costa ainda em dezembro, mas não é de excluir que este prazo possa derrapar para a primeira semana de janeiro.