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Swaps do Santander podem provocar mossas orçamentais

nuno botelho

Fatura a pagar por swaps do Santander deverá andar entre os 1,7 mil milhões e 1,8 mil milhões de euros. Na primeira instância, a sentença foi globalmente favorável ao banco e até o Tribunal de Justiça da União Europeia foi claro no apoio ao Santander

Vai ser conhecida esta terça-feira a sentença do tribunal inglês de segunda instância, para o qual o Governo de António Costa recorreu sobre o caso dos swaps negociados por várias empresas públicas portuguesas com o Banco Santander Totta. As expectativas quanto a uma resolução favorável ao Governo são baixas, conta o “Diário de Notícias”. Uma resposta negativa poderá ter implicações nos Orçamentos do Estado, pelo menos desde 2014.

Na primeira instância, a sentença foi globalmente favorável ao banco e até o Tribunal de Justiça da União Europeia foi claro no apoio ao Santander.

O processo em causa foi parar aos tribunais britânicos, após Maria Luís Albuquerque ter rejeitado o acordo proposto com o Santander para o caso dos swaps negociados, durante os Governos de José Sócrates, com as empresas públicas de transportes como o Metropolitano de Lisboa, o Metro do Porto, a Carris e a STCP.

Mesmo com uma nova resposta negativa dos tribunais britânicos, existe ainda uma hipótese de recurso para o Supremo britânico, mas fontes ligadas ao processo disseram ao “DN” que as hipóteses desse recurso vingar são muito limitadas.

Segundo o matutino, a fatura a pagar por estes swaps deverá andar entre os 1,7 mil milhões e 1,8 mil milhões de euros, tendo em conta o risco de prejuízos já contabilizados e os juros que ficaram por pagar ao Santander desde setembro de 2013.