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Novo Banco. Com o novo dono uma nova identidade

Tiago Miranda

Quando o Novo Banco for vendido, existe a possibilidade de a instituição adotar uma nova identidade corporativa. “A marca vai ter de ser discutida quando tivermos novos acionistas”, revela António Ramalho, numa entrevista realizada a partir de perguntas dos trabalhadores, a que o “Jornal de Negócios” teve acesso

Num fim de semana de agosto de 2014, o banco bom, com os restos “positivos” do Banco Espírito Santo (BES), nasceu o Novo Banco. Mas não se pode dizer que o nome escolhido para substituir o histórico BES seja o mais fácil de publicitar ou que traga boas memórias a todos os portugueses. Segundo revela o “Jornal de Negócios” esta segunda-feira, o Novo Banco vai abrir um processo de reflexão sobre a sua marca logo que tenha um novo acionista.

Existe a possibilidade de a instituição adotar uma nova identidade corporativa. “A marca vai ter de ser discutida quando tivermos novos acionistas”, revela António Ramalho, numa entrevista realizada a partir de perguntas dos trabalhadores e emitida em tempo real na intranet da instituição, a cuja gravação o “Jornal de Negócios” teve acesso.

O banqueiro explica que começará por fazer uma avaliação da marca Novo Banco e decidir o que fazer depois de ouvir os trabalhadores e os clientes, de forma a analisar as “vantagens” e “fragilidades” do nome atual. Só então poderá decidir se o Novo Banco deve mudar de identidade. “Vamos fazer uma marca da nova geração, o que implica trabalhar com os clientes e com os trabalhadores. Vamos ouvir as pessoas sobre a marca”, diz Ramalho.

A marca Novo Banco terá sido criada pelo próprio governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, depois de as autoridades europeias terem exigido a erradicação da identidade "Espírito Santo" do mercado financeiro. A adoção de uma nova marca poderá ajudar a instituição a virar a página do passado, um dos grandes objetivos de António Ramalho.

“Espero que daqui a cinco anos este banco seja de facto a referência que sempre foi nas empresas e que isso ajude a beneficiar a sua presença no retalho. Espero que nessa altura, em que espero estar no meu segundo mandato, as pessoas olhem para os anos de 2014 a 2017 como anos que valeram a pena. Se assim for, certamente que o banco é imbatível”, diz o banqueiro em resposta à questão sobre como vê a instituição no futuro próximo.