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Governo de Passos atrasou durante 6 meses dois pareceres da Inspeção-Geral das Finanças sobre a CGD

Pedro Passos Coelho no discurso de encerramento da Convenção Autárquica do partido em Castelo Branco

LUSA

Dois relatórios referentes a 2014, a que o Governo PSD/CDS teve acesso em março de 2015 e que já mostravam um acréscimo das imparidades registadas no banco público, só foram despachados pelo secretário de Estado das Finanças 15 dias antes das eleições legislativas de 2015

Entre março e setembro de 2015, o Ministério das Finanças, na época liderado por Maria Luís Albuquerque, teve pelo menos dois pareceres da Inspeção-Geral das Finanças relativos a relatórios trimestrais da Comissão de Auditoria da Caixa Geral de Depósitos de 2014, que mostravam um agravamento das imparidades do banco público, avança o “Público” esta segunda-feira.

Segundo os documentos a que o matutino teve acesso, estes pareceres só foram despachados pelo secretário de Estado das Finanças Manuel Rodrigues quinze dias antes das eleições legislativas de 2015.

Os documentos em causa não constituem “uma opinião de auditoria”, diz a informação de despacho, e chegaram ao gabinete de Manuel Rodrigues em março de 2015 – o relatório do terceiro trimestre a 12 de março e o do quarto trimestre a 20 de março. Ambos os relatórios da Comissão de Auditoria já mostravam um acréscimo das imparidades registadas pelo banco.

Esta informação vem confirmar, pelo menos em parte, algumas das queixas que o Tribunal de Contas apresentou na semana passada, em que revelou a existência de um insuficiente "controlo [da CGD] pelo Estado” entre 2013 e 2015.

Os relatórios a que o “Público” teve acesso, relativos a 2014, têm ainda maior importância por se referirem ao período em que se deu a injeção de capital no valor de quase 1500 milhões de euros no banco do Estado, pelo Governo de Passos Coelho.