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Fenprof ameaça convocar greve devido a proposta “surpreendentemente má” do ministério para carreiras e concursos

MIGUEL A. LOPES/ Lusa

Passado um ano de bons entendimentos entre o Ministério da Educação e a Fenprof, regressam as ameaças do sindicato dos professores. “Abaixo-assinado, concentração [de professores], greve? Não sei. Se for preciso fazer tudo, cá estaremos”, garante Mário Nogueira

Mário Nogueira tem sido alvo de muitas críticas dos partidos da ala direita do Parlamento desde que o PS chegou ao poder com o apoio do PCP e do Bloco de Esquerda: ou a Fenprof está adormecida ou está dominada pelos interesses governamentais, acusam. Ainda este fim de semana, no XX Congresso do PCP, o líder sindical rejeitou que estivesse a conter-se de provocar barulho à volta de António Costa ou do Ministério da Educação em particular.

Passado um ano da chegada de Tiago Brandão Rodrigues à liderança do Ministério da Educação, um ano em que a palavra greve esteve quase fora do léxico sindical, essa ameaça está de regresso, conta o “Diário de Notícias” esta terça-feira. A Fenprof poderá estar prestes a perder a paciência com o ministério, depois de este ter apresentado uma proposta de negociação sobre concursos – carreiras e contratações – que classifica de “surpreendentemente má”. Fica um aviso: caso não haja alterações substanciais, os professores podem voltar à rua para se manifestarem.

“Da parte da Fenprof, se isto não for profundamente alterado não vamos ficar quietos”, garante Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos professores, ao “DN”. “Abaixo-assinado, concentração [de professores], greve? Não sei. Se for preciso fazer tudo, cá estaremos”, acrescenta.

Ainda assim, Mário Nogueira deixa também em em aberto a possibilidade de um entendimento com o Governo, lembrando que ainda estão previstas “duas reuniões para o mês de dezembro”. “Sei que o Governo diz que este é o ponto de partida, mas ninguém que queira chegar a um número decente propõe 20 anos como ponto de partida”, disse.

Contactado pelo “DN”, o Ministério da Educação não tece comentários às afirmações de Mário Nogueira e garante que o processo de negociação ainda está no início.

Esta quarta-feira, a Fenprof promove um encontro nacional com professores, em Lisboa, onde serão discutidas as propostas da tutela. Desse encontro deverá sair uma posição oficial dos professores neste tema.