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Greves no sector privado caíram mais de 50% de 2010 para 2015

NUNO FOX/LUSA

Em 2015, as empresas portuguesas de transportes e armazenagem continuaram a estar no topo dos sectores que mais paralisações convocaram, representado 37% do total de greves

Entre 2010 e 2015, o número de greves no sector privado diminuiu de 199 para 95, uma redução de 53%. Seguindo a mesma tendência, durante o mesmo período o número total de trabalhadores envolvidos nos protestos caiu 83%. Estas são algumas das conclusões que se podem retirar das estatísticas recentemente publicadas pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, conta o “Público” esta segunda-feira.

Depois de no período da troika terem sido atingidos valores recorde, o número de greves no sector privado caiu significativamente. Só entre 2014 e 2015, o número total de paralisações diminuiu 24% e o de trabalhadores que aderiram às greves recuou 35%. Ainda assim, o número médio de dias perdidos por trabalhador subiu de uma média de 1,5 para 1,7 entre 2014 e 2015.

Em 2015, as empresas portuguesas de transportes e armazenagem continuaram ainda a estar no topo dos sectores que mais paralisações convocaram, representado 37% do total de greves.

Dentro deste sector houve ainda um aumento da sua representatividade, quando se analisa o número trabalhadores a fazerem greve: no ano passado, mais de metade (53%) das 11.812 pessoas envolvidas em greves trabalhava no sector.