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Marques Mendes e Santana Lopes podem ser concorrência a Passos na liderança do PSD, diz Morais Sarmento

Morais Sarmento recusa revelar quem é o seu candidato de eleição

FOTO TIAGO MIRANDA

Se não houver uma “alteração da posição” do PSD, dificilmente Passos fica na liderança, afirmou o social-democrata Morais Sarmento. “Mais três anos disto é uma realidade impossível”, disse

Rui Rio já se mostrou disponível para desafiar Pedro Passos Coelho na liderança do PSD nas eleições internas do partido, marcadas para 2018. Mas o social-democrata Nuno Morais Sarmento diz que o foco desta discussão devia estar noutros “campeonatos” e não só no ex-autarca do Porto.

“Não sei se será Rui Rio. Tenham atenção a Marques Mendes e a Pedro Santana Lopes. Em vez de olharem para o 'campeonato regional', olhem para a 'primeira liga'. E na 'primeira liga' têm – e valerá a pena perceber a posição desses – Pedro Santana Lopes, que já começou a olhar para o tema, e Marques Mendes, que será 'coagido' por alguém a olhar para o tema, que para ele ficou mal resolvido em anos passados”, apontou Morais Sarmento, em entrevista à Rádio Renascença, esta terça-feira.

O social-democrata negou ainda ter manifestado em privado o apoio a uma possível candidatura de Rui Rio. “Não conheço essa figura do 'apoio em privado'. Ou se apoia ou não se apoia. E, principalmente, não percebo o que é que se apoiava. Rio veio dizer que se o PSD não conseguir inverter esta situação estará disponível. Está a dizer que espera que o PSD seja capaz de mudar e sair da situação difícil em que se encontra”, disse.

O próprio Morais Sarmento não exclui a possibilidade de protagonizar uma candidatura à liderança do partido. "Se estou disponível para participar no trabalho que seja necessário fazer, se chegarmos a uma situação de dificuldade em que se justifica inflectir estratégias e eventualmente mudar de liderança? É evidente que estou disponível”, sublinhou.

Questionado sobre se Passos Coelho estará “esgotado”, Morais Sarmento fugiu ao adjetivo mas teceu comparações com a situação que PS na liderança de António José Seguro. “O PSD colocou-se numa posição um bocadinho parecida com aquela em que António José Seguro se colocou em relação ao Governo anterior. Cortou as amarras todas. E disse que, com estes senhores, não há entendimento, não há 'ponte', não há 'solução' possível e só eleições poderão resolver isto. Quem se coloca numa posição tão extrema, tem o problema de no dia seguinte a única coisa que tem a dizer é aquilo que disse”, explicou.

Ou seja, se não houver uma “alteração da posição” do PSD, dificilmente Passos fica na liderança. "Mais três anos disto é uma realidade impossível", afirmou.