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Louçã pede “novos acordos” e avisa Costa: “Não conte com seguidismos na banca”

José Caria

Ex-líder do Bloco de Esquerda diz que “novos acordos nesta área têm que ser construídos” na maioria

Francisco Louçã vê "uma vantagem" no atribulado processo que culminou na demissão do presidente da Caixa Geral de Depósitos: "Provou que o Governo deve preparar as decisões sobe a banca com cuidado e não deve contar com seguidismos".

O ex-líder do Bloco de Esquerda escreve no seu blogue no "Público" que as matérias relativas ao sistema bancário devem ser alvo de novos acordos entre os partidos que sustentam a atual maioria.

"Eles (os seguidismos) não estão abrangidos pelos acordos da maioria e por isso os novos acordos nesta área têm que ser construídos", escreve Louçã. E concretiza: acordos "na CGD, no banco mau, no futuro do Novo Banco, na resposta ao aumento dos juros externos e na gestão do sistema bancário".

Na opinião do economista do BE, o Governo "deixou agigantar" o problema na Caixa e, "quando ele se tornou visível, já não o podia resolver, só o dr. Domingues podia encerrar" o processo.

Recorde-se que o BE foi vital para a aprovação da lei que, em parceria de votos com o PSD, foi aprovada na semana passada na Assembleia da República e que tornou claro, para quem tivesse dúvidas, que os novos administradores do banco público estavam obrigados a entregar no Tribunal Constitucional as suas declarações de rendimentos e património.
Foi na sequência dessa aprovação que António Domingues se demitiu.