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Carlos Carreiras: Santana Lopes foi sempre e é a “hipótese mais desejada pelo PSD” para concorrer a Lisboa

Mário Cruz/ Lusa

Carlos Carreiras acusa Rui Rio de ser “permanentemente candidato a ser candidato” e de ter “uma falta de solidariedade interna”, em entrevista ao jornal “i” esta sexta-feira

Santana Lopes, o desejado. O ex-autarca e provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa continua a ser a “hipótese mais desejada pelo PSD” para concorrer às autárquicas na capital assume, mais uma vez, Carlos Carreiras, presidente da câmara de Cascais e coordenador autárquico do PSD, em entrevista ao jornal “i” esta sexta-feira. “Acreditamos que vamos ser capazes de convencer Santana [Lopes]”, diz.

Carreiras espera apelar ao “sentido de missão” do ex-autarca. Contudo, se Santana Lopes não aceder ao pedido do partido, o PSD terá sempre um “bom candidato”. Quanto a coligações com o CDS e apoios à candidatura de Assunção Cristas para a capital, Carlos Carreiras não se mostra tão convencido como José Eduardo Martins, que há alguns dias afirmou que essa possibilidade existia. “Do ponto de vista da responsabilidade efetiva, não cabe ao coordenador do programa de Lisboa, nascido no âmbito de uma decisão da concelhia de Lisboa, estipular quais são as eventualidades de candidaturas, de não candidaturas do próprio programa”, repreendeu.

Pensar em Cristas como um plano B não é sequer uma hipótese, defende. “Não queremos considerar porque temos como objetivo principal fazer esse apelo e que este seja aceite por Santana Lopes”, disse.

Segundo o coordenador autárquico do PSD, “cerca de 80% das candidaturas do PSD já estão estabilizadas”. Apesar de inicialmente ter prometido que os nomes dos candidatos iam ser conhecidos até outubro, Carreiras disse ao “i” que estes serão conhecidos ao longo do primeiro trimestre de 2017. Uma campanha autárquica com um ano de duração não faria sentido, justificou.

Rui Rio tem falta de “solidariedade interna”

Após Rui Rio ter-se apresentado, há duas semanas, como um possível candidato à liderança do PSD nas eleições internas do partido em 2018, Carlos Carreiras não vê nada de novo. O social-democrata acusa Rui Rio de ser “permanentemente candidato a ser candidato” e de ter “uma falta de solidariedade interna”. “Estar a colocar barulho em cima da mesa de coisas que sabemos que não vão estar em cima da mesa”, disse.

Quanto ao futuro de Passos Coelho no partido, Carreiras é perentório: será outra vez primeiro-ministro. “Só não sabemos é quando, mas que vai ser é a minha convicção”, disse.