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Montepio pediu estatuto de empresa em reestruturação para duplicar rescisões mas não informou o seu único acionista

Luís Barra

O pedido de estatuto de empresa em reestruturação feito pelo banco chegou ao Ministério da Economia através da Agência para a Competitividade e Inovação, em outubro. Essa decisão do conselho de administração, porém, não terá sido consensualizada com a Associação Mutualista Montepio Geral

O presidente da Caixa Económica Montepio Geral, Félix Morgado, pediu ao Governo, em outubro, para colocar a instituição financeira ao abrigo do estatuto de empresa em reestruturação, de forma a conseguir duplicar o número de rescisões ainda este ano, avança o “Público” esta quinta-feira. Contudo, esta solicitação não foi acordada com o seu único acionista, a Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG), o que estará a provocar ruído dentro da instituição.

Para 2016, no plano de rescisões do Montepio estava programada a saída de 80 trabalhadores, com direito a indemnização e subsídio de desemprego, mas, pelo que o matutino apurou a administração do banco pretende duplicar esse número.

O pedido do conselho de administração do banco Montepio chegou ao Ministério da Economia através da Agência para a Competitividade e Inovação, por volta de 21 outubro - ficando a associação de advogados CMS Pena & Arnault a tratar do processo. Esta decisão, porém, não terá sido consensualizada com o seu único acionista, a Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG).

A AMMG, liderada por Tomás Correia, só teve conhecimento desta situação de forma indireta, depois de ter sido alertada por um membro do Governo, numa reunião na semana passada.

Félix Morgado foi chamado a prestar esclarecimentos sobre esta situação à assembleia geral do banco que se realizou esta terça-feira.

Fonte oficial do Ministério da Economia confirmou ao “Público” a entrada do pedido, adiantando que o mesmo irá agora ser analisado. Depois será enviado para o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a quem caberá a decisão final.