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Universidades devem usar “folga” no orçamento para contratar doutorados

Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Alberto Frias

“O Orçamento do Ensino Superior cresce 70 milhões de euros em 2017. Como efetivamente a massa salarial diminuiu até 2015, há naturalmente uma folga [para contratações]”, assume Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em entrevista ao “Diário de Notícias”

A folga orçamental que algumas das universidades portuguesas vão ter neste ano letivo deve ser utilizada para contratar doutorados, defende Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em entrevista ao “Diário de Notícias” esta sexta-feira.

Porém, trata-se de uma folga que não saiu do nada, mas sim da crise que muitas dessas instituições sofreram durante alguns dos últimos anos. A massa salarial diminuiu devido à “saída de pessoas”: situações de “emigração forçada”, abandono, admite o ministro.

“O Orçamento do Ensino Superior cresce 70 milhões de euros. Há um aumento efetivo. É verdade, concretizámos o compromisso da reposição, e estamos a aumentar efetivamente o orçamento. (…) como efetivamente a massa salarial diminuiu até 2015, há naturalmente uma folga. Mesmo em 2016, a massa salarial, pelo menos no primeiro semestre, diminuiu e tem vindo a diminuir desde 2011”, disse.

Só entre 2011 e 2015, “saíram mais de mil docentes do ensino superior”. Ou seja, se a massa salarial se tivesse mantido, “era verdade” que não haveria margem de manobra para contratações. Mas como a massa salarial diminuiu desde 2011 até ao primeiro semestre de 2016, “há uma folga”. ”E tanto há que há instituições, a Universidade de Lisboa entre outras, que já estão a abrir concursos”, disse, frisando ainda que mantém a ambição de que sejam contratados 2000 doutorados até 2019 para o ensino superior público.